Fim de semestre e a loucura de ser adulta

Olá pessoas, como vão vocês?
Eu vou bem, eu acho.
Lá vai um desabafo para vocês.

Enquanto estou escrevendo aqui, tenho algumas abas abertas de coisas da faculdade no computador. Falando em faculdade, eu estou no laboratório da minha. Esse ano eu descobri que não é nada fácil trabalhar e estudar. Na realidade, eu tinha um pouco de noção disso, mas não esperava que esse semestre fosse tão complicado quanto está sendo; tanto que era para eu estar postando mais aqui, só que não estou tendo tempo para escrever.

Tenho tanta coisa para fazer que as vezes até dá um pouco de vontade de chorar. A pressão acaba sendo tão grande que chega a ser sufocante, de certo modo. É uma correria para fazer trabalho, estudar para prova e rezar para tudo dar certo. Você precisa se sacrificar para algumas coisas darem certo, correto? Bem, eu já não sei mais se vale a pena.

Na realidade, é claro que vale a pena. Eu estou na onde queria estar e me esforçando para isso se manter. Para mim é meio óbvio que não estou me esforçando (não queria utilizar novamente essa palavra, mas...) os 110% que eu posso dar, só que sei que não tenho cabeça para me pedir tanto assim.

É que assim: é evidente que temos que dar nosso 100%, só que uma hora a cabeça começa a dar pane. Eu só tenho 19 anos, calma aí vida.

Algumas pessoas devem considerar isso frescura. Existe pessoas que olhariam na minha cara e falariam: "Andressa, você tá com frescura. Você já teve a chance de conseguir entrar na faculdade, tem um servicinho e ainda reclama? Como você pode reclamar? Tão nova e tá assim, você que não tá se esforçando o bastante. Onde já se viu uma menina nova assim reclamar que tá difícil?!" . Cada pessoa sabe o quanto que pode aguentar sem despirocar. A linguagem é chula, eu sei, mas é mais fácil de entender assim. 

Esse ano entro nos dois dígitos que começam com 2. Esse acaba sendo mais uma coisa para eu me preocupar? Sim. Isso só me mostra o quanto o tempo está passando. Parece que foi ontem que me tornei legalmente uma adulta e no final desse ano entro na casa dos 20. É surreal como essas coisas estão acontecendo e me sinto inerte em relação ao como eu não posso simplesmente pausar um pouco esse universo de meu Deus.

Momento de devaneio no meio de um texto que é um grande devaneio: eu "tô" imaginando meus professores lendo isso e pensando nos meus erros de concordância, coerência, coesão, uso de vírgula, etc. É bem doido ver o quanto que meu curso entrou dentro da minha cabeça. Graças a Deus que também aprendo que no suporte em que estou, eu posso escrever bem assim: toda livre, leve e solta. 

Voltando a questão principal: muita coisa para 1,55 m de altura. Ainda aguento firme porque sei que está acabando. Mais um mês e eu estarei de férias (pelo menos da universidade). Um descanso que vou poder ter, mas ainda terei outras coisas para me preocupar. Como toda adulta que se preze, tenho contas a pagar. E adivinhem? Sim, a preocupação domina a minha cabeça mais uma vez. Nem tempo para ver o meu namorado eu tenho direito. Nem para ver as minhas séries. Nem para sair. É de pedir socorro.

As vezes acho que isso da nossa cabeça dar uma pirada é culpa dessa geração, em que o estresse é um dos piores males. E não só isso: vivemos em uma sociedade que te joga na cara que é preciso ser visto para ser alguém. É uma grande merda. 

Mas a gente sobrevive um dia de cada vez. Esses dias se tornam semanas, que se tornam meses, que se tornam anos, e quando vemos, deu tudo certo.

Para finalizar, queria dizer mais algumas coisas:

1- Esse texto era pra ser de autoajuda (?), mas não foi;
2- Mais uma vez desabafei em vez de escrever algo de verdade;
3- O blog é meu, então escrevo o que quiser;
4- O sinonimos.com.br e o Google Docs se tornaram meus melhores amigos;
5- A vida não é fácil colegas, por isso bebam bastante água. E o mais importante:
6- Tá difícil agora, mas uma hora melhora.

Beijos da Dessa.

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